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  • Foto do escritorOniom Solar

O que acontece se eu não usar os créditos gerados no mês?

Desde 17 de abril de 2012, quando entrou em vigor a Resolução Normativa ANEEL nº 482/2012, o consumidor brasileiro pode gerar sua própria energia elétrica a partir de fontes renováveis ou cogeração qualificada e inclusive fornecer o excedente para a rede de distribuição de sua localidade. Trata-se da Micro e da Minigeração Distribuídas de Energia Elétrica, inovações que aliam economia financeira, consciência socioambiental e autossustentabilidade.


Os estímulos à geração distribuída se justificam pelos potenciais benefícios que tal modalidade pode proporcionar ao sistema elétrico. Entre eles, estão o adiamento de investimentos em expansão dos sistemas de transmissão e distribuição, o baixo impacto ambiental, a redução no carregamento das redes, a minimização das perdas e a diversificação da matriz energética.


Com o objetivo de reduzir os custos e tempo para a conexão da microgeração e minigeração; compatibilizar o Sistema de Compensação de Energia Elétrica com as condições gerais de fornecimento de energia (Resolução Normativa nº 1.000/2021) e aumentar o público alvo; e melhorar as informações na fatura, a ANEEL publicou a Resolução Normativa nº 687/2015 revisando a Resolução Normativa nº 482/2012.


Os créditos de energia solar são uma das principais vantagens que o sistema fotovoltaico pode oferecer ao consumidor.

Quando seu sistema fotovoltaico é conectado à distribuidora local (on grid), o consumidor já entra automaticamente no sistema de compensação de créditos de energia solar.

Assim, toda vez que a geração de energia pelos painéis solares for maior do que a consumida pelo imóvel, o excedente será injetado na rede da concessionária em troca de créditos para o proprietário.

Ou seja, a energia gerada a mais será fornecida à distribuidora local a título de empréstimo gratuito, enquanto a unidade consumidora passa a ter um crédito em quantidade de energia.

Esse excedente da energia solar é um acúmulo de benefícios que serão utilizados no presente e no futuro.

O sistema de compensação energética foi criado para incentivar a implementação de fontes de energia renovável. A proposta foi definida pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) ao estabelecer o regulamento sobre a mini e microgeração de energia elétrica com a resolução 482/2012.


Para fins de compensação, a energia ativa injetada no sistema de distribuição pela unidade consumidora será cedida a título de empréstimo gratuito para a distribuidora, passando a unidade consumidora a ter um crédito em quantidade de energia ativa a ser consumida por um prazo de 60 (sessenta) meses. (Redação dada pela REN ANEEL 687, de 24.11.2015.)


O que acontece se eu não usar os créditos gerados no mesmo mês?


Os créditos são medidos em quilowatts-hora, dessa forma não existe repasse de dinheiro ao consumidor. Estes créditos têm validade de até 60 meses, assim, caso não sejam usados no mês vigente da geração, podem ser abatidos nas próximas contas de luz.

Outra possibilidade é a transferência dos créditos para outra unidade consumidora, desde que a titularidade dos dois locais seja igual, além de terem que estar no raio de distribuição da mesma concessionária.

No caso de condomínios, é possível compartilhar a energia gerada para as áreas comuns ou entre todas as faturas de luz.


*Intelbras e Aneel

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